Jornalismo Esportivo

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No final dessa matéria, disponibilizamos a entrevista EXCLUSIVA que fizemos via-E-mail com Fábio Azevedo! Jornalista da Fox Sports e Colunista da JB FM e RIO FM.

Uma das áreas mais disputadas pelos alunos de Jornalismo é a esportiva.

Solta a vinheta que o assunto é de primeira!

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O jornalismo esportivo é um segmento ou uma especialização do Jornalismo. O jornalista notícia sobre o esporte, acompanha e informa o público sobre as várias modalidades, competições, atletas e tudo que envolve este mundo.

Em campo, o juiz apita. A bola rola. Começa a partida. Você está acostumado a ver mesas redondas na TV, a ler sobre o campeonato pelos jornais, a acompanhar um jogo pelo rádio… O profissional do jornalismo esportivo, assim como os próprios atletas, está em campo, não importa o tempo. Faça chuva ou faça sol, seja uma goleada ou um 0 a 0, é ele quem fica de olho em cada lance para que você saiba tudo sobre o jogo.

Um pouco de História

O jornal que foi o pioneiro ao incluir o tema esporte era denominado como
“Bell’s life”, foi fundado em 1822 e depois mudou o nome para “Sporting life”. O jornalismo esportivo não usufruia de prestígio nenhum e só pessoas
que possuiam baixa renda liam notícias sobre esportes. A mudança nisto ocorreu com Pierre de Coubertin e La Revue athlétique (1890) através dos primeiros jogos olímpicos da modernidade (1896). Em 1901 começa uma época de ascensão do futebol, o esporte cresce e ocorre o primeiro torneio estadual entre times do Rio e de São Paulo. Por telegrama, o jornalista Mário Cardin enviava notícias sobre o jogo a amigos do Rio para divulgar nos jornais da cidade. A primeira partida de futebol televisionada aconteceu em 1954, na Suíça.
Já no Brasil ocorre no ano seguinte pela TV Tupi.

O campo de trabalho para o jornalista esportivo está em expansão. O motivo? O crescimento dos sites dirigidos e dos canais de TV por assinatura. Contudo, “há mais trabalho do que emprego”. Isso significa que serviços sem vínculo empregatício – os freelances – são bastante comuns; já as vagas permanentes, não muito.

Apesar de difícil e concorrido, o mundo do jornalismo esportivo está aberto a quem tem a noção de que a área esportiva é como qualquer outra no jornalismo: não basta a opinião, tem de ter informação. É preciso levar o esporte como material de trabalho – ou seja, inserido em um contexto maior e sustentado por fatos.

A lei que determinava que só pessoas formadas no curso de Jornalismo poderiam exercer a profissão foi revogada recentemente. Agora qualquer pessoa com boa formação pode se candidatar ao posto. Teoricamente, um educador físico ou qualquer outro profissional pode exercer a profissão, desde que tenha o conhecimento e as habilidades necessárias para o seu desempenho.

Mesmo não havendo mais a exigência do diploma para exercer o Jornalismo, as faculdades continuam valorizadas pelo mercado (veja onde estudar Jornalismo). E ainda há cursos, especializações e pós-graduações em jornalismo esportivo.

Uma dica para se ter sucesso na profissão tem que “encarar o esporte como parte de algo maior que se chama jornalismo” – ou seja, algo que requer investigação, apuração e ética. “Quem está no esporte só porque gosta de esporte tem menos chance de progredir”.

Existem certas regras e metas que o estudante de comunicação deve ter em mente a fim de fazer um planejamento a curto, médio ou longo prazo para entrar no campo de esportes. Por isso, listei algumas que, em minha opinião, são imprescindíveis para os interessados em embarcar nesse segmento.

1 – Estude e leia muito: o estudante de comunicação que deseja seguir no jornalismo esportivo precisa ler livros, artigos, revistas e demais publicações da área, não apenas futebol – embora seja o carro-chefe do país. Lembre-se: o bom profissional é aquele que tem e a cada dia angaria novos conhecimentos com base em leituras e aprofundamento de temas diversos, desde a história do esporte no país até os conceitos básicos e técnicos em assessoria de imprensa;

2 – Seja um bom ouvinte: não digo ouvir programas esportivos de rádio, que também entram nesse tópico, mas é preciso sempre ouvir a opinião de mestres, ou seja, aproveitar esse convívio entre aluno e professor ainda na fase acadêmica. Não importa se o docente não é ou nunca teve aptidão à área esportiva. Conhecimentos, mesmo que sejam de outros segmentos, nunca são demais e podem ser de grande valia futuramente. Portanto, não despreze aquelas aulas “chatas”, como economia e política, por exemplo. Saiba que dominar esses temas fará uma grande diferença quando for escrever matérias que envolvam esses assuntos;

3 – Dedique-se ao máximo e se apaixone: para ser um jornalista esportivo, não basta apenas dizer “eu sou um jornalista que falar de esportes”. É necessário ter afinidade com o tema. Melhor dizendo, é preciso amar a área e acompanhá-la 24 horas por dia, manter-se informado a todo instante sobre os principais acontecimentos e buscar conhecer mais os fatos históricos, no intuito de barganhar mais conhecimentos e se encontrar apto a escrever sobre o tema trazendo versatilidade com o uso de um estilo próprio de escrita e de conduzir a matéria;

4 – Não se torne apenas mais um: ser um jornalista esportivo não significa ser o defensor leal do time do coração. Existem muitos iniciantes e até profissionais que ao invés de comentar os jogos ou assuntos envolvendo esportes de forma clara, objetiva e imparcial, dão preferência a debater e confrontar opiniões, que no meu modo de ver, são inválidas, sobre a sua equipe. A questão não é ser “palpiteiro” ou dar mais créditos a quem deseja. É preciso ter noção de que na comunicação, avaliamos os diversos lados, sem dar mais importância a um e menos a outro. É claro que sempre terá um assunto com mais destaque, mas que deve ser tratado com máxima neutralidade possível, sem dar muitas margens para polêmicas e desdobramentos que nada acrescentarão ao noticiário;

5 – Faça cursos, oficinas e mantenha contatos: cursos de curta duração e oficinas de jornalismo esportivo, assessoria de imprensa, técnicas de criação de matérias esportivas, coberturas e relatos de grandes profissionais da área e suas experiências durante debates, palestras e seminários, fazem muita diferença para quem pretende ingressar no segmento. Nos eventos de esportes onde sempre estão presentes diversos comunicadores, sejam eles de rádio, TV, jornal, revista, sites, é fundamental fazer o networking, ou seja, estabelecer contato com eles, perguntar a respeito da sua vivência na área, pedir explicações, mesmo que breves, sobre como é trabalhar com esportes, quais são os desafios e dificuldades. Ou seja, fazer uma mini entrevista, se apresentando e mostrando seu interesse pelo assunto. Perguntar nunca ofende e quanto mais experiências o aspirante à jornalista esportivo tiver melhor. E a forma mais fácil de conseguir essa experiência é através do convívio com esses profissionais.

O jornalista esportivo precisa estar atento à história do esporte, às curiosidades e a tudo que está dentro do universo esportivo, seja nos campeonatos nacionais ou internacionais. Quem deseja seguir essa carreira, precisa estudar e ler muito sobre todos os esportes, não só o futebol, mesmo que este seja o carro-chefe no território brasileiro.

Além da formação em jornalismo em uma faculdade de comunicação, oficinas, documentários e cursos extras são sempre bem-vindos para adquirir cada dia mais informações sobre a história do esporte no mundo – conteúdo necessário para referenciar matérias, artigos e até mesmo narrações de campeonatos. O jornalista esportivo não pode ser apenas mais um, e sim um apaixonado nato pelo assunto em todas as suas vertentes.

O jornalista esportivo deve avaliar políticas públicas dos esportes, acompanhar de perto as atividades das federações e de tudo que representa o setor esportivo, seja na área de redação, narração ou noticiários em rádio ou TV.

Melhores faculdades de Jornalismo do Brasil – 2017

Conheça a seguir as 21 melhores faculdades de Jornalismo do país:

Começamos com o único curso de Jornalismo que recebeu do MEC três notas máximas, ficando com 5 pontos em todos os quesitos (CC, CPC e Enade):

  • Escola Superior de Propaganda e Marketing de Porto Alegre (ESPM-POA)

Em seguida, vêm as instituições que obtiveram nota 5 em pelo menos dois dos conceitos avaliados pelo MEC:

  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Universidade de Brasília (UNB)
  • Faculdade Cásper Líbero (FCL)
  • Faculdade de Economia e Finanças IBMEC (Faculdades IBMEC)

As que conseguiram pelo menos uma nota máxima são:

  • Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)
  • Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM)
  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Universidade Paulista (UNIP)
  • Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO)
  • Faculdade Canção Nova (FCN)
  • Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN)
  • Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP)
  • Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE)
  • Faculdade Social da Bahia (FSBA)
  • Faculdade ESAMC Sorocaba (ESAMC)
  • Instituto Blumenauense de Ensino Superior (IBES)

Outros cursos de Jornalismo bem avaliados pelo MEC

Além das 21 melhores, vale a pena conhecer também outras instituições que receberam ótimas avaliações do MEC para seus cursos de Jornalismo

Fonte: Guia da Carreira FAPCOM 

Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros

O Congresso Nacional dos Jornalistas Profissionais aprova o presente CÓDIGO DE ÉTICA:

O Código de Ética dos Jornalistas que fixa as normas a que deverá subordinar-se a atuação do profissional nas suas relações com a comunidade, com as fontes de informação e entre jornalistas. Do Direito à informação

Art. 1° – O acesso à informação pública é um direito inerente à condição de vida em sociedade, que não pode ser impedido por nenhum tipo de interesse.

Art. 2° – A divulgação da informação, precisa e correta, é dever dos meios de divulgação pública, independente da natureza de sua propriedade.

Art. 3° – A informação divulgada pelos meios de comunicação pública se pautará pela real ocorrência dos fatos e terá por finalidade o interesse social e coletivo.

Art. 4° – A apresentação de informações pelas instituições públicas, privadas e particulares, cujas atividades produzam efeito na vida em sociedade, é uma obrigação social.

Art. 5° – A obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação e a aplicação de censura ou autocensura são um delito contra a sociedade.

Da Conduta Profissional do Jornalista

Art. 6° – O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social e de finalidade pública, subordinado ao presente Código de Ética.

Art. 7° – O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pauta pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação.

Art. 8° – Sempre que considerar correto e necessário, o jornalista resguardará a origem e a identidade de suas fontes de informação.

Art. 9° – É dever do jornalista:

– Divulgar todos os fatos que sejam de interesse público;
– Lutar pela liberdade de pensamento e expressão;
– Defender o livre exercício da profissão;
– Valorizar, honrar e dignificar a profissão;
– Opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos do Homem;
– Combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercida com o objetivo de controlar a informação;
– Respeitar o direito à privacidade do cidadão;
– Prestigiar as entidades representativas e democráticas da categoria;

Art. 10 – O jornalista não pode:

– Aceitar oferta de trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial da categoria ou com tabela fixada pela sua entidade de classe;
– Submeter-se a diretrizes contrárias à divulgação correta da informação;
– Frustar a manifestação de opiniões divergentes ou impedir o livre debate;
– Concordar com a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, políticos, religiosos, raciais, de sexo e de orientação sexual;
– Exercer cobertura jornalística, pelo órgão em que trabalha, em instituições públicas e privadas onde seja funcionário, assessor ou empregado. Da Responsabilidade Profissional do Jornalista

Art. 11 – O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros.

Art. 12 – Em todos os seus direitos e responsabilidades, o jornalista terá apoio e respaldo das entidades representativas da categoria.

Art. 13 – O jornalista deve evitar a divulgação dos fatos: – Com interesse de favorecimento pessoal ou vantagens econômicas; – De caráter mórbido e contrários aos valores humanos.

Art. 14 – O jornalista deve: – Ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, todas as pessoas objeto de acusações não comprovadas, feitas por terceiros e não suficientemente demostradas ou verificadas; – Tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar.

Art. 15 – O Jornalista deve permitir o direito de resposta às pessoas envolvidas ou mencionadas em sua matéria, quando ficar demonstrada a existência de equívocos ou incorreções.

Art. 16 – O jornalista deve pugnar pelo exercício da soberania nacional, em seus aspectos político, econômico e social, e pela prevalência da vontade da maioria da sociedade, respeitados os direitos das minorias.

Art. 17 – O jornalista deve preservar a língua e a cultura nacionais. Aplicação do Código de Ética

Art. 18 – As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas e apreciadas pela Comissão de Ética.

1° – A Comissão de Ética será eleita em Assembléia Geral da categoria, por voto secreto, especialmente convocada para este fim.
2° – A Comissão de Ética terá cinco membros com mandato coincidente com o da diretoria do Sindicato.

Art. 19 – Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética ficam sujeitos gradativamente às seguintes penalidades, a serem aplicadas pela Comissão de Ética:

– Aos associados do Sindicato, de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato;
– Aos não associados, de observação pública, impedimento temporário e impedimento definitivo de ingresso no quadro social do Sindicato.

Parágrafo Único – As penas máximas (exclusão do quadro social, para os sindicalizados, e impedimento definitivo de ingresso no quadro social para os não sindicalizados), só poderão ser aplicadas após referendo da Assembléia Geral especialmente convocada para este fim.

Art. 20 – Por iniciativa de qualquer cidadão, jornalista ou não, ou instituição atingida, poderá ser dirigida representação escrita e identificada à Comissão de Ética, para que seja apurada a existência de transgressão cometida por jornalista.

Art. 21 – Recebida a representação, a Comissão de Ética decidirá sua aceitação fundamentada ou, se notadamente incabível, determinará seu arquivamento, tornando pública sua decisão, se necessário.

Art. 22 – A aplicação da penalidade deve ser precedida de prévia audiência do jornalista, objeto de representação, sob pena de nulidade.

1° – A audiência deve ser convocada por escrito, pela Comissão de Ética, mediante sistema que comprove o recebimento da respectiva notificação, e realizar-se-á no prazo de dez dias a contar da data de vencimento do mesmo.
2 ° – O jornalista poderá apresentar resposta escrita no prazo do parágrafo anterior ou apresentar suas razões oralmente, no ato da audiência.
3° – A não observância, pelo jornalista, dos prazos neste artigo, implicará a aceitação dos termos da representação.

Art. 23 – Havendo ou não resposta, a Comissão de Ética encaminhará sua decisão às partes envolvidas, no prazo mínimo de dez dias, contados da data marcada para a audiência.

Art. 24 – Os jornalistas atingidos pelas penas de advertência e suspensão podem recorrer à Assembléia Geral, no prazo máximo de dez dias corridos, a contar do recebimento da notificação. Parágrafo Único – fica assegurado ao autor da representação o direito de recorrer à Assembléia Geral, no prazo de dez dias, a contar do recebimento da notificação, caso não concorde com a decisão da Comissão de Ética.

Art. 25 – A notória intenção de prejudicar o jornalista, manifesta no caso de representação sem o necessáriofundamento, será objeto de censura pública contra o seu autor.

Art. 26 – O presente Código de Ética entrará em vigor após homologação em Assembléia Geral de jornalistas, especialmente convocada para este fim.

Art. 27 – Qualquer modificação deste Código somente poderá ser feita em Congresso Nacional de Jornalista, mediante proposição subscrita no mínimo por 10 delegações representantes de Sindicatos de Jornalistas.

Fonte: ABI

ENTREVISTA – TEMA: JORNALISMO ESPORTIVO

Fábio Azevedo

  • Nome: Fábio Azevedo;
  • Profissão:  Jornalista da Fox Sports e Colunista da JB FM e RIO FM;
  • Formação:
    • Comentarista e repórter dos Canais Fox Sports, colunista das Rádios JB FM e Rio FM;
    • Formado em Jornalismo pela Faculdade Integrada Hélio Alonso (FACHA);
    • Pós-graduado em Docência do Ensino Superior, na UCAM;
    • “Fui chefe de reportagem da Rádio Globo, além de professor das Faculdades CCAA e FACHA (curso extensão em Jornalismo Esportivo). Antes, apresentador e repórter da ESPN Brasil, comentarista esportivo da MPB FM e apresentador do Camarote do Samba Social Clube. Trabalhei como editor do site do Fluminense Football Club e colunista do site do jornalista Sidney Rezende.
      Comecei na Rádio Tupi, passei pelo Jornal dos Sports, Sistema Globo de Rádio, Portal Terra e TV Bandeirantes, além de ter montado uma empresa de assessoria de imprensa e eventos, a AZ Comunicação & Sports.
      Desde 2003, participo de seminários esportivos e palestras sobre jornalismo em geral. Conquistei duas Bolas de Ouro, prêmio concedido aos cronistas esportivos, em 2003 e 2004.
      Desde 2011, apresento eventos do Jornal O Globo (Prêmio Serpentina de Ouro, Rio 448 anos, Intercolegial, 100 anos da Praça Saens Peña, Exposição de fotos do morro Dona Marta, entre outros).
      Fui chefe de redação da Rádio Bradesco Esportes FM e produtor do canal BeIN Sports, da TV Al-Jazeera.”, por Fábio Azevedo.

 

1º Pergunta

Trivela na Rede: 

Em que momento o Jornalismo Esportivo entrou na sua vida? Foi uma escolha ou oportunidade do momento?

Fábio Azevedo:

Quando era menino sonhava com o futebol, em ser jogador. Sempre gostei de escutar Rádio, hábito que peguei com o meu avô Rubens. Depois de algumas tentativas pelos campos, vi que meu futuro era no jornalismo esportivo, trabalhando com o que gosto. Foi uma escolha acertada e no alvo.

2º Pergunta

Trivela na Rede:

Qual a sua opinião referente a decisão do STF de não exigir mais o diploma de jornalismo para o exercício da profissão? O que pesou foi o decreto-lei 972/69?

Fábio Azevedo:

Discussão equivocada e que tira o mérito de quem cursa a faculdade. Além de jornalista graduado, sou pós-graduado em Docência do Ensino Superior e leciono. Sou a favor da universidade, do ensinamento, do saber. Porém, não sou radical e acredito que possa ter funções exercidas por quem não tem o diploma. No entanto, defendo sempre o aluno passar na faculdade, aprender com quem está no mercado de trabalho.

 3º Pergunta

Trivela na Rede:

Alguns críticos concordam que o marco para a modernização do futebol se deu na Copa de 70. Mas, se voltarmos em 2002 e compararmos a seleção pentacampeã com a atual, nós progredimos ou regredimos?

Fábio Azevedo:

A evolução faz parte do ser humano e entender as mudanças é sinal de grandeza. Em 1970, o Zagallo teve a grande sacada, com o seu conhecimento, de agrupar os melhores e maiores entre os 11. A cada época, uma novidade aparece. No entanto, repare bem, o passado sempre segue de norte, de direção para as “invenções”. Como jogam muitos times hoje? Com dois jogadores de beirada, de lado de campo. Nada mais são que os antigos pontas. Novidade? Não. Adaptação ao novo tempo.

 4º Pergunta

Trivela na Rede:

Analisando o mercado do Jornalismo (sem considerar os freelances), com ênfase no futebol, podemos classificar que o seu ramo de negócio está em um oceano vermelho, com muitos tubarões (Concorrentes).

Que conselho você daria para aqueles que estão começando? Ainda têm espaço ou está saturado?

Fica o convite, para ler o livro A Estratégia do Oceano Azul de W. Chan Kim e Renée Mauborgne.

Fábio Azevedo:

O mercado mudou muito nestes meus 19 anos de caminho. Algumas portas fecharam, outras abriram. O conselho que passo é: melhore sempre sua qualificação. Olhar para o lado e reclamar é bem simples. Por isso, faça diferente. Busque mais conhecimento, entenda mais a tecnologia e use a seu favor. A internet está aí para auxiliar e ampliar a informação. Sabendo usar será um ótimo aliado. Seja criativo. Quem não se adaptou ao atual mercado sucumbiu.

5º Pergunta

Trivela na Rede:

Em seus 19 anos como jornalista, cite a matéria ou entrevista que mais marcou a sua carreira.

Fábio Azevedo:

Tenho vários momentos marcantes. Como repórter, os furos de informação são sempre os que ficam, pois eles mexem com o seu estado emocional também. A contratação do Romário pelo Fluminense, em 2002, e Ronaldinho Gaúcho no Flamengo são os meus preferidos. No caso do R10, a briga foi longa, árdua, mas que mostrou que estava bem informado. Entrevistas tenho grandes na memória, como a com Pelé, no dia do revezamento da Tocha, no Maracanã, sempre que entrevisto Zagallo e Gerson são momentos marcantes, pois são dois gigantes do futebol mundial.

 6º Pergunta

Trivela na Rede:

Assédios, pressões e opressões são situações cotidianas com as quais as mulheres, que ainda são minorias em redações Brasil afora, são confrontadas no ambiente profissional do jornalismo. Na sua opinião, como podemos mudar essa triste realidade?

Fábio Azevedo:

Educação. Isso não acontece somente no esporte ou jornalismo, mas na sociedade em geral. Em todas as esferas temos maus exemplos sobre este tema. Respeito e educação precisam caminhar juntos.

 7º Pergunta

Trivela na Rede:

Sabemos que o esporte norte-americano conta com três grandes ligas: NFL, MLB e NBA.

Hoje, é difícil que um americano aponte uma predileção quando questionado.

Aqui no Brasil, o futebol (masculino) reina absoluto a gerações! Como mudar esse cenário?

Fábio Azevedo:

Não há como mudar, assim como em muitos países. Algo que está na raiz, no DNA do brasileiro.

8º Pergunta

Trivela na Rede:

Cite o nome de uma referência profissional na sua vida. Explique sua escolha.

 Fábio Azevedo:

Seria muito injusto citar apenas um. Permita incluir alguns:

  • Tino Marcos (simplicidade para contar histórias);
  • Marcos Uchôa (capacidade cognitiva no aprendizado de idiomas);
  • Luis Roberto (referência de humildade e talento);
  • Luis Mendes (eterno mestre da Palavra Fácil);
  • Gerson (um pai na minha carreira).

9º Pergunta

Trivela na Rede:

Futebol atual ou da década de 90? Ou de outra década?

Fábio Azevedo:

Cada época tem seus craques. Vi grandes nas décadas de 80 e 90. Hoje, temos o privilégio em assistir Messi e Cristiano Ronaldo, por exemplo.

 10º Pergunta

Trivela na Rede:

Deixe registrado aqui, todos os endereços dos canais do seu trabalho! Twitter, Facebook, YouTube, Instagram, Site e etc.

 Fábio Azevedo:

Obrigado pela oportunidade. Nos encontramos em fabioazevedotv. Todas as minhas redes sociais têm o mesmo caminho.

Nos vemos no Fox Sports e conto com a audiência de vocês nas Rádios JB FM e Rio FM.

Fábio Azevedo em AÇÃO!

Sem título

“Fim”.

You’ll Never Walk Alone

 

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