A Origem do Falso Nove

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Cada dia mais, dentro do futebol, as pessoas ouvem o termo “falso nove” ou “falso centroavante” e muitos não sabem o que isso significa. A ideia europeia que ganhou repercussão com o técnico Pep Guardiola quando ainda estava no Barcelona está virando tendência no futebol mundial?

Mas, será que a ideia foi mesmo de Pep Guardiola?!

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A origem!

Na verdade, nada mais do que a verdade, Pep Guardiola “copiou” o esquema da nossa Seleção de 70, comanda na época pelo velho lobo Zagallo13.

Na época, Zagallo não queria deixar os medalhões que tinha a disposição no banco, e inovou com um esquema tático sem atacante!

Campeã do Mundo em 1970!
Time-base: Félix; Carlos Alberto Torres; Brito; Piazza e Everaldo; Clodoaldo; Gérson (Paulo César) e Rivellino; Jairzinho, Pelé e Tostão.

Seleção de 70
Seleção Brasileira de 1970

Eduardo Gonçalves de Andrade, então com 19 anos, troncudo, o que fazia com que ele parecesse mais baixo do que realmente era e atendia pelo apelido de Tostão, mineiro, nascido em Iapi, em Belo Horizonte, foi ele o nosso falso nove, inspiração de Pep Guardiola!

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Tostão, pela Seleção Brasileira de 1970

O que é?

Pra começar a explicar, vamos utilizar o falso nove mais famoso do mundo na atualidade: o cara que ganhou mais prêmios de melhor do mundo seguidos do futebol, Messi!

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Messi e Guardiola

Quando o argentino surgiu no Barcelona, ele jogava na ponta direita, pois a ponta-esquerda era do dono do time, Ronaldinho Gaúcho, e a função de centroavante era feita por Samuel Eto’o.

Guardiola, com toda a sua expertise, aproveitou a saída de Eto’o e de Ronaldinho para pedir pro Messi atuar centralizado no ataque ao invés de pelos lados, como se esperava de um jogador baixo e com bastante velocidade. Essa tática, como explicamos foi “copiada” da nossa Seleção Brasileira, comanda por Zagallo. Resultado? Criou um gênio, que atua como um centroavante com apenas 1,69m de altura.

A posição de falso nove é simples: ele joga como centroavante mas se movimenta mais do que um homem pesado, sai mais da área para buscar a bola mas sempre atua centralizado e é sempre muito oportunista (quantos gols já não vimos o Messi fazer apenas aproveitando rebote?).

O camisa 9 normal tem a função de fazer o famoso pivô, de jogar na maioria das vezes de costas, fazendo a parede, tabelas e depois girando para correr e tentar receber essa bola de um cruzamento, lançamento, passe ou qualquer coisa assim.

O que um time ganha com um falso nove?

Dinâmica, qualidade e principalmente velocidade. Por quê? Pois o time que tem um jogador com a qualidade de fazer essa função pode ser sempre o que mais ataca já que o princípio vai ser sempre o domínio e a posse de bola, utilizando o falso nove para partir pra cima e se movimentar, tentando confundir os zagueiros que se perdem em vários momentos do jogo contra esse estilo.

Funciona pra qualquer time?

É claro que não. No futebol brasileiro, por exemplo, é difícil conseguir ter a qualidade suficiente para que um jogador atue como falso centroavante, pois estamos muito atrás da ideia tática e da técnica dos europeus. O ditado que o futebol brasileiro é o mais ousado pode ainda existir em pouquíssimos casos (Neymar é um exemplo) mas o do velho continente tá em um nível que não pode ser comparado.

Quem mais usa um falso nove?

Além de Messi, Guardiola criou Mario Götze para ser falso nove também. O alemão atuou por muitas vezes como falso centroavante, provando que Pep consegue modificar um jogador de posição com facilidade.

Kün Agüero, no Manchester City, atua como centroavante na maioria das partidas e quando Pellegrini optava por usar Dzeko ou Negredo, eles ficavam lado a lado enfiados na área, evitando com que o argentino abra em uma das pontas para munir o companheiro de ataque, deixava essa função com David Silva pela esquerda e Navas pela direita.

O “Pistoleiro” Luiz Suárez, um dos atacantes mais desejados do planeta é um falso 9 nato. Raramente as pessoas assistem o uruguaio fazer o trabalho de pivô, pois a sua característica principal é invadir a área de frente para o goleiro e não ficar fazendo parede.

Dentro da nossa realidade, posso citar como exemplo o atacante Jô, atuando pelo Corinthians (2017), artilheiro do campeonato naquela época.

O camisa 7 Jô, conseguia explorar bem a dinâmica do “falso nove”? Ou seria ele um 9 de ofício?

Jô, aproveitava bem a sua estatura para fazer o pivô e arrancava com velocidade, por conta das passadas largas, para receber a triangulação. Claro, que em algumas vezes, acabava sendo pego em impedimento. Mas, é um belo exemplo.

Corinthians v Ponte Preta - Brasileirao Series A 2017
Jô pelo Corinthians em 2017

A tendência é que cada vez mais na Europa isso seja usado. A carência de centroavantes está aumentando cada vez mais e jogadores de velocidade estão aparecendo em maior número. Eu aposto que Marco Reus, ponta-esquerda do Borussia Dortmund vai virar falso nove em breve, podem anotar.

Fonte: Bandab

You Never Walk Alone

 

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