População protesta por aumento da gasolina e futebol do Irã é paralisado

mazola
Foto: Divulgação Tractor Club 1970

O atacante Mazola completa neste mês de novembro quatro meses no futebol do Irã. Vivendo na pequena Tabriz e defendendo as cores do Tractor, o atleta ainda busca se adaptar a cultura local.

Revelado pelo São Paulo e com passagens pela Coreia, Japão e China, o jogador garante que de todos os países que morou, o Irã é o mais difícil para se adaptar. A lista de coisas proibidas é bem grande, como não poder usar bermuda mesmo nos dias quentes.

“Quando cheguei estava fazendo muito calor, então coloquei short e fui tomar café da manhã no hotel. Todo mundo me olhava, porém eu achava que era por conta das tatuagens. O capitão do time chegou em mim e explicou que aqui não pode usar short”, contou Mazola.

“Outra situação engraçada aconteceu na academia. Cheguei para treinar e só tinha mulheres, elas começaram a correr. Então as recepcionistas me explicaram que os homens têm horário diferente das mulheres para frequentar o local. Como a comunicação é difícil, as recepcionistas escreveram no papel que das 9h às 16h, só mulher poderia usar a academia e das 17h às 23h, só homem”.

Sem tradutor no dia a dia, Mazola tem a ajuda de um companheiro do time, que já jogou na Espanha, para se comunicar. O meio-campo Masound Shojaei é o capitão da seleção iraniana e já defendeu o Las Palmas. Além dele, mais dois atletas jogam pela seleção local, o goleiro Rashid Mazaheri (jogou a Copa do Mundo de 2018) e o meia Ehsan Haj.

“A cidade é muito pequena e a única diversão são os jogos. Esses dias fui ao mercado, ao lado do hotel onde estou hospedado, e quase não consegui voltar. Os torcedores querem tirar foto e pedem autógrafo. Eles são apaixonados por futebol, lotam o estádio em todos os jogos”.

Na última semana o atacante passou por um susto. Um tremor perto de Tabriz durante a madrugada fez com que ele saísse correndo pelo hotel.

“Acabamos sentindo o reflexo do tremor. Isso foi de madrugada e deixei o quarto do hotel correndo, de pijama. Procurei as escadas para chegar até a recepção e as pessoas que estão no mesmo andar que eu, me pediam calma e pra ficar tranquilo. Fiquei na recepção até amanhecer com medo de voltar para o quarto”, contou rindo.

A Liga do Irã está parada. O governo aumentou o preço da gasolina e como a população protestou, o campeonato local foi interrompido, assim como o sinal de internet. Mazola segue treinando com a equipe e aguardando a retomado da competição.

Na tabela de classificação o Tractor é o quinto colocado, com 17 pontos.

Fonte: Carol Teberga

Uma goleada de informação – Trivela na Rede

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.