Caricaturista Esportivo – Luiz Felipe da Cruz

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  • Nome: Luiz Felipe da Cruz;luiz_felipe_cruz2
  • Profissão: Ilustrador e Caricaturista

 

1º Pergunta

Trivela na Rede:

Luiz Felipe da Cruz, exemplo de superação na vida e na profissão! Paranaense, superou uma grave doença e conquistou o seu espaço, tornando-se a maior referência nacional em caricaturas e pintura digital.

Professor, largou a sala de aula para realizar o seu sonho, virou desenhista! E, rapidamente ganhou fama nas redes sociais.

Vamos iniciar a entrevista.

Luiz Felipe, é um imenso prazer entrevista-lo!

 Admito que essa entrevista é um namoro antigo do Trivela na Rede, latente, pois sigo o seu trabalho há alguns meses nas redes sociais e fiz esse convite com absoluta certeza que o ganho didático será absurdo.

E, agradeço por ter concordado em dividir o seu conhecimento com os nossos leitores e assíduos do esporte, pois é inegável que a qualidade das suas obras de artes beirão ou passam a perfeição.

Por favor, fale mais sobre o inicio da sua carreira, as superações e o gosto pelo futebol.

Luiz Felipe da Cruz:

Eu que agradeço a oportunidade Luan, sempre é um prazer multiplicar conhecimento ainda mais com pessoas como você e seus leitores.

Meu início foi complexo como tudo na minha vida, dificilmente eu ganhava ou era premiado com alguma coisa, isso foi bom, acostumei a conquistar tudo e sem reclamar.

Comecei a desenhar profissionalmente por teimosia, talvez mais isso do que amor haha…

Quando eu tive câncer, reorganizei minha vida por prioridades! Primeiro minha família, familiares, meu lazer (que inclui minha saúde), meu trabalho.

E assim que entramos no desenho, sempre amei e não acreditava que um dia poderia ser remunerado nessa profissão! Mas, persisti.

Eu teria que entrar no ramo já adulto, poucas oportunidades pois eu não tenho formação acadêmica em artes ou designer.

Precisaria do público e foi ai que decidi dar uma pausa nas aulas e fui para a rua (calçadão de Curitiba, avenida XV de  novembro). Lá eu encontrava o público, pessoas aos milhares, mas poucos clientes!

Por longos seis meses eu tentei, com um cavalete, papel e giz pastel, eu ia as ruas e desenhava as pessoas, muitas vezes gratuitamente! Nesse período eu fali uma loja no shopping e perdi praticamente tudo que eu tinha, menos minha família!

Tive alguns dias para decidir minha carreira novamente, com o apoio da minha esposa (um contrato de 6 meses de chance única hahahahaha) eu comprei uma mesa digital e aprendi fuçando! Desenvolvi meu próprio estilo de pintura e o nicho que eu ia alcançar.

Depois disso muita coisa aconteceu, e tem sido totalmente prazeroso trabalhar e ensinar minha paixão.

2º Pergunta

Trivela na Rede:

Não sabemos ao certo se a profissão aqui empregada realmente existe, Caricaturista Esportivo!

Na verdade, foi uma vertente proporcionada pelos seus desenhos, em sua maioria (instagram) fazendo referências a jogadores, mascotes e clubes de futebol.

Então, pensei, por que não? Caricaturista Esportivo! Sim sim, uma excelente temática para trabalharmos.

Alguns clubes de futebol contam com a charge, presente não só nas tradições, em eventos pontuais ou situações isoladas. Mas, no dia a dia! É o caso do Nhô Quim do E. C. XV de Novembro de Piracicaba.

A personificação artística do Nhô Quim completou 70 anos de vida em 2018, acompanha o time desde a conquista da Lei do Acesso, em 1948.

Gostaria que falasse um pouco a respeito da caricatura e da charge no futebol como profissão, e se hoje você desenha para algum clube ou se são apenas homenagens?

Luiz Felipe da Cruz:

Essa decisão eu tomei um pouco antes da copa do mundo de 2018, fazer algo incomum, no estilo que eu criei e deu muito certo!

Gostei da sua sugestão, hahaha! (Caricaturista Esportivo)

Normalmente são usadas Charges, que, por sua essência são usadas para a política, numa forma de crítica com humor.

3º Pergunta

Trivela na Rede:

Entrando na parte mais técnica e prática do desenho, quais são os estilos que podemos adotar dentro do esporte, com ênfase no futebol?

Qual o nível de investimento inicial de ferramentas (softwares e hardwares) para quem tiver interesse em realizar alguns trabalhos.

Continuando na linha do investimento inicial. Gostaria que recomendasse alguns cursos para iniciantes e especializações para profissionais, podendo colocar o nome da ou das escolas técnicas e professores como recomendação.

Existem aqueles que falam ou pensam:

“Eu? No máximo desenho pessoas de palitinho! Posso ser um desenhista profissional?”

Luiz Felipe da Cruz:

Eu acredito na arte sem parâmetros ou limites meu amigo! Sem limites da busca do conhecimento ou até mesmo do estilo que o artista se adapte melhor.

O investimento é uma mesa digital e um computador que suporte o Photoshop (programa de ilustração e tratamento de fotos, “basicamente”) que é o programa adequado para a pintura digital, por ser profissional.

Cursos eu indico o meu hahaha, ou qualquer outro que desenvolva essas ferramentas que citei acima.

Eu também já desenhei palitos amigo, só que não parei pow! hahahaha

 4º Pergunta

Trivela na Rede:

Luiz Felipe, peço licença, mas preciso usar uma das suas artes (atribuindo total crédito a você), para continuarmos com essa pergunta.

Na arte abaixo quais foram as técnicas, equipamentos e tempo empenhado?

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Crédito Imagem: Instagram @luizfelipedacruz

Luiz Felipe da Cruz:

Eu já desenhei demais esses pernas de pau aí hahahaha.

Essa arte eu elaborei numa aula com os alunos (tem “dedo” deles aí), criei um esboço rápido e depois foi “só pintar”!

Com pouco mais de duas horas estava pronto!

5º Pergunta

Trivela na Rede:

Criar ou copiar, eis a questão?!

O copiar! Em qualquer estágio de experiencia do desenhista, deve ser considerado como treino/aperfeiçoamento com dosagens controladas?

Quais são os cuidados para que o desenho não seja considerado plágio e posso dar dor de cabeça para o desenhista?

Definir o mercado de atuação é um dos fatores cruciais para alcançar o sucesso?  Verdade ou mito?

Luiz Felipe da Cruz:

Por nossa essência somos copiadores, e isso não é ruim!

Imagina termos que criar nosso próprio carro? Não precisamos, pois, pessoas replicam a técnica que nos facilita esse processo!

Na arte é a mesma coisa, tanto para a técnica, quanto para as referências. O que não podemos como artistas é ficar presos na cópia sempre!

A cópia serve como estudo, para que seu cérebro reconheça mais e mais formas possíveis. A pessoa que desenha palito é porque cópia pouco!

O sucesso de tudo na nossa vida é: Amar tudo que te proporcionará o sucesso prazeroso!

 6º Pergunta

Trivela na Rede:

Como funciona a questão do Direito de Imagem, em relação as caricaturas e charges de artistas e famosos?

Antes de iniciar um desenho, mesmo sendo uma homenagem, você procura se resguardar entrando em contato com a assessoria do homenageado? Ou, confia na qualidade do resultado e manda vê na surpresa mesmo?!

Já aconteceu alguma situação em que o retratado se sentiu “contrariado” e o resultado teve efeitos colaterais?

Luiz Felipe da Luz:

Normalmente eu peço autorização para todos que eu desenho, em alguns casos é quase impossível obter resposta, mas eu faço mesmo assim por respeito.

Mas a criação é minha, eu não uso uma filmagem ou fotografia, que me deixa livre com os direitos.

Só tenho que tomar cuidado com os patrocínios das camisas, marcas e tal!

Só faço quando o jogador pede, tendo a liberação dele, eu faço!

 7º Pergunta

Trivela na Rede:

A arte na rua, um telhado de céu… O barulho de pessoas, automóveis, a vida se movimentando.

A arte no escritório, você em solo… O vácuo, silêncio, entusiasta sensação.

Quais os desafios singulares de cada situação e, da sua preferência entre elas.

Luiz Felipe da Luz:

Eu amo as duas situações! hahaha

As duas me trouxeram conhecimento e maturidade para estar onde estou!

Hoje eu prefiro o silêncio do meu escritório conjunto com a madrugada! 

8º Pergunta

Trivela na Rede:

Em relação aos valores que podem ser cobrados pelo desenho, existe alguma tabela que o desenhista possa considerar como parâmetro? Ou, cada estilo, tamanho, tempo e outras variáveis podem influenciar no valor final?!

Qual a sua dica para orientar os nossos leitores na questão dos valores a serem cobrados.

Luiz Felipe da Cruz:

Não existe tabela!

O legal da arte é que valorizasse com o nome do autor, então, é errado dizer que a arte “não dá dinheiro”! E sim que o nome do artista ainda não é conhecido.

Uma dica que eu dou para os artistas, é saber quanto ele quer ganhar inicialmente por mês: Dividir por dias e horas, depois saber qual o tempo médio das suas artes. Comparar e chegar a um denominador comum.

Detalhe: O cliente não pode ser responsável pelo seu desenvolvimento ou agilidade, exemplo: Se você demorar um mês numa arte, não pode cobrar um mês do seu salário nessa arte!

9º Pergunta

Trivela na Rede

Quais são os seus projetos, pensando no presente e no futuro?

Os seus seguidores podem esperar mais desenhos, novas técnicas e métodos de divulgação?

Por que eu pergunto isso?

Bom… Com o início do Brasileirão e também do Cartola FC, o quadro dos craques da rodada serão retomados?

Luiz Felipe da Cruz:

Eu nunca vou parar de aprender e desenhar! Amo o que eu faço!

Só tenho a dizer uma coisa… me sigam hahahaha!!! E garanto sempre a qualidade e amor em tudo que eu fizer! 

10º Pergunta

Trivela na Rede:

Luiz Felipe da Cruz… Cara…  Muito, mas muito obrigado!

Deixe aqui registrado todos os contatos, canais e redes sociais!

Luiz Felipe da Cruz:

Disponha amigo, quero agregar valores aos artistas sempre!

Forte abraço e nunca desistam dos seus sonhos!

www.cursoluizfelipedacruz.com.br

 You’ll never walk alone